Acabei de ser recriminado por uma vizinha com um "shhh!" porque estava cantando realmente alto o refrão da música do título. Um refrão tão inocente.
Hoje fiquei sabendo que o Brasil enfrentará a Romênia no Pacaembu (em junho, parece). Depois li melhor e vi que será a despedida daquele sujeito lá, você sabe quem. Se é assim, penso que o Hagi deveria jogar pela esquadrão dos Cárpatos. Ou pelo menos o Moldovan.
Por conta dessa efeméride de despedida, acho improvável que eu assista a essa partida tão esperada. Os motivos? (a) o ingresso não será barato e (b) eu provavelmente não conseguirei comprá-lo porque abomino filas. E a partida será em junho, quando, em tese, estarei me divertindo com as provas das onze matérias nas quais me matriculei neste semestre, o que me leva a (c) não terei tempo*.
Sim, senhoras e senhores. Onze matérias. Não é uma boa coisa deixar disciplinas para depois porque "há seminários, que nojo". Elas terão que ser feitas, por bem ou por mal. Normalmente, por mal. Péssima hora para levar a sério a faculdade (é uma compensação ao semestre anterior, no qual fui às aulas umas dez vezes), já que é a segunda semana de aulas e estou irremediavelmente transtornado com os trabalhinhos e afins que virão. Para se ter uma ideia da diversão que me espera, terei que escrever dois verbetes relativos à vida de juristas famosos para a disciplina "História do Direito". E há o seminário "A MODERNIDADE" - assim, do nada - a ser apresentado pelo meu grupo em meados de maio. Goose bumps.
(Se estou escrevendo no blogue, o transtorno é sério. Se berro o refrão de uma música do Wilco enquanto isso, o transtorno é
realmente sério.)
Se eu analisasse as coisas objetivamente, não haveria razão alguma para eu estudar aos 32 anos. Seria uma comparação mais ou menos assim:
NÃO-ESTUDANDO: teria bastante tempo livre; dormiria até tarde; diminuiria consideravelmente minha listinha de livros, filmes e games para ler, ver e jogar, respectivamente; poderia ir à academia regularmente; poderia almoçar em lugares distantes da região compreendida entre o Largo São Francisco e a Bela Vista; poderia tirar férias do trabalho em qualquer época do ano; teria o comportamento que se espera de uma pessoa com mais de trinta (ou seja, não frequentaria a graduação) etc.
ESTUDANDO: adquiro "saber jurídico"; tenho trezentos reais (brutos) de aumento depois de formado; posso prestar concursos para cargos que possivelmente odiarei.
Ou seja, não é preciso ser nenhum gênio para ver que estou tomando a decisão errada. Vamos ver até quando.
* E há o show do The National no mês que vem. Estou com muita vontade de ir, mas será numa terça-feira. Aí fica difícil...