colapso

 

random rules iii

Ter um blogue em 2011 é uma violência.

Estou com esse pensamento há algumas horas e queria escrevê-lo. Ainda não extraí um sentido dele.

É o episódio final de random rules. Como ocorre em qualquer trilogia cinematográfica, é o mais fraco de todos.

Sinto falta de anotar algumas coisas que acontecem no dia-a-dia. Não carrego mais bloquinhos desde 2007. Às vezes ocorre alguma coisa inusitada e caput, esqueço-me para todo o sempre. Tantos posts perdidos assim...

Ter um blogue em 2011 é uma violência. Não consigo me concentrar...

Na quinta-feira, havia uma mancha de sangue no asfalto da Rua da Consolação. Trânsito parado apesar do corpo removido. Chovia muito, muito mesmo, e vou me lembrar para sempre da mancha disforme a escorrer. Desci do ônibus e fui almoçar.

Sou acometido de um grave esprit de l'escalier. Um verdadeiro encosto na minha vida. Deve haver uma denominação própria para essa patologia, mas não conheço o nome. Hoje ocorreu um caso clássico de livro-texto.

Jamais me recuperarei do final de Red Dead Redemption. É muito cruel.

Tenho me emocionado com muita facilidade ultimamente. Já me disseram que é a andropausa, mas desconfio que seja apenas o estresse (na verdade, a propensão a ser bonzinho num ambiente em que ninguém é...). Quase chorei com o título do Fluminense, que nem é meu time de coração.

Comecei a ler Pornopopéia. Sujeito temerário que sou, li um capítulo no ônibus, escondendo a capa do público. Sinto-me meio estúpido quando não sei o termo exato para as coisas, como no caso da escada ali em cima, mas a "voz" do narrador do livro é muito "forte". E engraçada.

Custo a crer que o show do LCD Soundsystem será no (na?) Pacha. Inacreditável. Caso o local seja esse mesmo, penso seriamente em ir ao Rio (se houver show lá). A coisa do "último show de nossas vidas" era verdade, mas aberta a exceções. Uma delas, a banda do James Murphy.

As outras, que eu me lembre: The Cure, Sebadoh, Pulp, The National, além de umas quatro bandas que eu já vi.

Quase um mês depois, algumas coisas sobre o Planeta Terra:

- Parei de contar quando vi a 14ª camiseta com a palavra ZERO, também conhecida como a da música do Smashing Pumpkins (e de Scott Pilgrim).

- Sinto-me velhusco, mas havia um enorme contingente de pessoas com trinta e poucos anos por lá. Então não me senti tão deslocado (apenas velhusco...).

- Gostei do show do Pavement, embora os correspondentes argentinos deste blogue garantam que os concertos foram melhores ao sul. Pelas músicas que tocaram lá, não duvido. Li um monte de críticas meio tontas a respeito do espetáculo paulistano, mas a que me deixou mais exasperado falava que a grupo nem se olhava. Ora, sempre foi assim! Malkmus apartado da banda, mais à esquerda do público, SS à direita, Ibold ao centro e os outros dois atrás. Está lá o posicionamento, num vídeo de 1995 que acabei de ver. Essas pessoas não sabem nada...

- Saí na terceira música do Smashing Pumpkins. Ou na quarta, não lembro. A surpresa foi encontrar umas trinta pessoas que acompanhavam o show do lado de fora do Playcenter, às duas da manhã. Algumas estavam num montinho de terra e outras, sobre uma mureta. Juntei-me a elas por um instante e dava para ver parte do palco e ouvir bem o show. Achei engraçado.

- A Barra Funda é fantasmagórica de madrugada. E foi uma sensação muito linda me distanciar do Playcenter enquanto o som do festival se dissipava. Minha surpresa foi encontrar dezenas de pessoas (moradores de rua, creio) dormindo na estação de metrô/terminal rodoviário.

Desconfio que o termo exato para o acometido do espírito da escada seja "retardado". Hum...

Há mais uns posts em 2010, acho.





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